Mais cedo, em entrevista a um pool de rádio de Goiás, Lula afirmou há pouco ser preciso “repartir a governança do País” após sua eleição por uma frente ampla no ano passado. “A coisa mais normal que existe na política é divergência”, disse.
“A gente repartiu a nossa vitória, temos que repartir a governança nesse país”, acrescentou. De acordo com o presidente, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, “trata todo mundo com máximo de respeito e de decência”.
Lula assegurou que os compromissos firmados pelo governo serão cumpridos. “Vamos fazer tudo o que assumimos responsabilidade com partidos aliados. Quando a gente assume compromisso, a gente cumpre. Se a gente não cumprir compromisso, fica mais cara a governança depois”, disse o petista na entrevista, justamente no momento em que o Centrão cobra a entrega de acordos firmados para a aprovação de projetos de interesse do Executivo.
Na entrevista, Lula voltou a tentar serenar os ânimos do País polarizado. “Quando eleições acabam, a gente tem que governar”, declarou o presidente. Ele ainda fez um aceno à ex-ministra da Agricultura no governo Bolsonaro Tereza Cristina (PP-GO), eleita com votação expressiva no Estado que o petista visitará amanhã. A entrevista de hoje foi um “esquenta” para a agenda política. “Não conheço Tereza Cristina, mas tenho impressão de que ela é muito séria”, acenou Lula.







