PF investiga rede de mineração ilegal de ouro com dano ambiental de R$ 180 mi na Bahia

A Polícia Federal (PF) investiga uma rede suspeita de mineração ilegal de ouro em Santaluz, no nordeste da Bahia, cujo dano ambiental estimado supera R$ 180 milhões, segundo relatórios periciais. A apuração envolve a extração irregular do minério e o uso de substâncias altamente tóxicas no processamento de resíduos de garimpo.

A investigação avançou com a Operação Repasse, deflagrada para cumprir dois mandados de busca e apreensão no município. A fase busca recolher bens que já haviam sido sequestrados judicialmente e apreender outros itens identificados durante as diligências. De acordo com a PF, os investigados teriam atuado durante anos na extração ilegal de ouro e ampliado as atividades com a construção de laboratórios para receber e refinar rejeitos de moagens realizadas por garimpeiros ilegais.

O ouro era recuperado dos resíduos por meio de lixiviação, processo químico que utiliza cianeto de sódio. A polícia alerta que o uso irregular de substâncias como cianeto de sódio e cianeto de potássio pode provocar impactos à saúde humana e ao meio ambiente. A Operação Repasse é um desdobramento das operações Garça Dourada, Serra Dourada e Lixiviação, realizadas entre junho de 2023 e agosto de 2024.

Os investigados foram indiciados por crimes como usurpação de bens da União, associação criminosa, extração ilegal de recursos minerais, posse de artefatos explosivos, uso ou armazenamento ilícito de substâncias tóxicas e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas previstas para os delitos podem chegar a 29 anos de reclusão.

Fonte: Bahia Noticias-Foto: Divulgação

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