Padre critica uso da fé para disputa de poder durante missa em Aparecida
Durante uma celebração no Santuário Nacional de Aparecida, o padre Ferdinando Marcílio fez um pronunciamento que repercutiu entre fiéis ao falar sobre o uso da religião como ferramenta política. Em tom firme, o sacerdote questionou discursos que, segundo ele, se afastam dos princípios centrais do cristianismo.
Sem mencionar partidos ou grupos específicos, o padre criticou movimentos que se apresentam como manifestações de fé, mas que, na prática, estariam ligados à disputa de poder. “Não é marcha pelo povo, é marcha pelo poder”, afirmou ao comentar atos políticos realizados em nome da religião.
Em outro momento da homilia, ele destacou o que classificou como incoerência entre discurso e prática. “Não adianta marchar por Brasília e dizer que defende a vida, mas ser a favor das armas”, declarou, provocando reações discretas dos presentes. A fala foi interpretada como uma crítica a lideranças que se identificam como cristãs, mas defendem pautas consideradas contrárias à proteção dos mais vulneráveis.
O sacerdote reforçou ainda que a essência da fé cristã está associada ao cuidado com pobres, doentes e marginalizados, e não ao uso do nome de Deus para justificar projetos de poder. Ele também questionou quais vidas são efetivamente defendidas quando a retórica religiosa é aplicada de forma seletiva.
A declaração ganhou destaque por ocorrer em um dos principais espaços religiosos do país e por tocar em um debate cada vez mais presente no cenário nacional: os limites entre fé, política e responsabilidade social.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou, na tarde desta segunda-feira (19), uma caminhada de protesto com destino a Brasília. A mobilização foi anunciada como um ato contrário às condenações impostas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e foi divulgada pelo parlamentar nas redes sociais.
Nos vídeos publicados, Nikolas aparece caminhando pela BR-040 e comenta sobre o desafio físico do percurso. Segundo ele, a meta do primeiro dia era percorrer cerca de 40 quilômetros. O trajeto começou em Paracatu (MG) e segue em direção à capital federal, com previsão de dias longos ao longo da jornada.
Voz da Bahia








