Manifestantes cobram Meta por restrições a conteúdos políticos às vésperas da eleição
Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protestaram em frente à sede da Meta, em São Paulo, nesta segunda-feira (19), para cobrar explicações sobre supostas restrições a conteúdos políticos nas redes sociais. A manifestação ocorre em meio a questionamentos sobre a atuação das plataformas na disputa presidencial.
No mesmo dia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu 24 horas para que a empresa, responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, comprove o cumprimento de uma decisão sobre a igualdade na distribuição de conteúdos políticos e na veiculação de anúncios eleitorais.
Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência, acionaram a Justiça Eleitoral alegando prejuízos às respectivas campanhas nas plataformas.
Os manifestantes pedem a restauração de publicações removidas, transparência nos critérios de moderação e mecanismos acessíveis para contestar decisões. O grupo também anunciou a entrega de uma notificação extrajudicial ao diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister.
ANPD também cobra explicações da empresa
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) estabeleceu prazo de cinco dias úteis para que a Meta responda a denúncias sobre possíveis violações de direitos dos usuários, incluindo suspensões de contas, remoções de publicações e restrições de alcance.
O procedimento foi aberto na sexta-feira (16), após manifestações do Ministério Público Federal (MPF), de organizações da sociedade civil e de cidadãos. A agência quer esclarecimentos sobre os critérios de moderação, as justificativas apresentadas aos usuários e os mecanismos de revisão, inclusive em decisões automatizadas.
Meta reconhece falhas e nega favorecimento político
Na sexta-feira (16), a Meta reconheceu falhas que afetaram a produção e a divulgação de conteúdos relacionados a Lula, mas negou favorecimento político e pediu o arquivamento da representação no TSE.
O ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que a empresa não restrinja injustificadamente o alcance de conteúdos políticos dos dois candidatos e não favoreça uma candidatura por meio de sua ferramenta de inteligência artificial.
Em sua defesa, a Meta afirmou que o problema nas métricas teve alcance global e que a distribuição de conteúdos de Lula ficou acima do padrão habitual naquele dia. A empresa sustentou que o episódio foi uma falha técnica, sem direcionamento a uma campanha específica.
Fonte: Voz da Bahia










