Execução de vereador baiano levanta suspeitas sobre crimes anteriores e ameaças

O vereador Gleiber Júnior (Avante), de 37 anos, foi assassinado a tiros na madrugada de domingo, 9 de novembro, em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano. O político, que já respondia a diversos inquéritos, foi morto no Conjunto Nova Santo Amaro, em um episódio que ainda está sob investigação da Polícia Civil.

Segundo informações do site Informe Baiano, Gleiber acumulava uma série de acusações criminais, incluindo ameaças, estelionato, lesão corporal, fraude e até comunicação falsa de crime. Além disso, mantinha vínculos frequentes com a cidade de Irecê, onde se relacionava com um empresário investigado por envolvimento com lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

Entre os episódios registrados, consta uma denúncia de ameaça contra proprietários de uma fazenda localizada entre Euclides da Cunha e Canudos. Em outro caso, ele foi acusado de agredir duas mulheres e um homem, sendo detido por um policial rodoviário federal após colidir intencionalmente com um veículo durante uma tentativa de agressão.

Um dos processos mais graves envolve uma acusação de fraude e estelionato: um casal afirma ter negociado com Gleiber a compra de uma fazenda em Canudos por R$ 1 milhão, com parte do pagamento feito em cheques, terrenos e veículos.

Na véspera do crime, o vereador havia inaugurado uma loja de carros de luxo em Feira de Santana. A Polícia Civil da Bahia segue investigando o caso para esclarecer a motivação e identificar os responsáveis pelo duplo homicídio, que também vitimou seu assessor Diego Castro Reis.

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