Eduardo Bolsonaro afirma que não vai renunciar ao mandato após fim de licença

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL‑SP) afirmou, neste domingo (20), que não pretende renunciar ao mandato na Câmara dos Deputados, mesmo após o término de sua licença de 120 dias. Afastado desde março sob alegação de “perseguição política”, o parlamentar está atualmente nos Estados Unidos.

Durante uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube, Eduardo declarou que ainda tem condições de “levar o mandato por mais três meses” e que, caso não formalize a renúncia até esta segunda-feira (21), seguirá recebendo normalmente o salário de R$ 46,3 mil, além dos benefícios e do foro privilegiado.

O fim da licença coincide com o recesso parlamentar, que se estende até 4 de agosto. Com isso, as ausências de Eduardo não serão imediatamente computadas como faltas. No entanto, a partir da retomada das sessões, o não comparecimento a mais de um terço delas pode levar à perda automática do mandato, se assim decidir a Mesa Diretora da Câmara.

Durante a live, Eduardo voltou a criticar duramente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem se referiu como “gângster de toga”. O deputado é investigado em inquéritos que tramitam na Corte por supostamente tentar mobilizar o governo dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras, além de atuar para barrar ações penais relacionadas à chamada “trama golpista”, da qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, é réu.

Eduardo também ironizou a recente decisão do governo de Donald Trump — seu aliado político — de revogar os vistos de magistrados brasileiros.

Fonte: Voz da Bahia

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