Dólar abaixo de R$ 5 anima mercado e pode aliviar preço de alimentos e eletrônicos

Pela primeira vez em mais de dois anos, o brasileiro começou a semana com uma notícia que impacta diretamente o bolso: o dólar caiu para abaixo de R$ 5,00. O movimento, registrado nesta segunda-feira (13), não era visto desde o início de 2024 e já gera reflexos positivos no mercado.

Segundo o economista Antonio Carvalho, em entrevista ao Portal A TARDE, a queda é resultado de um conjunto de fatores internacionais e internos. Entre eles, o alívio nas tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã, além dos juros elevados no Brasil, que atraem capital estrangeiro.

Na prática, o dólar mais barato funciona como uma espécie de freio para a inflação. Isso porque diversos produtos consumidos no país dependem da moeda americana, seja na importação direta ou no custo de produção.

Com a moeda em baixa, itens como trigo, fertilizantes e produtos industrializados tendem a ficar mais baratos. Esse efeito pode ser sentido em alimentos do dia a dia, como pão francês, macarrão e biscoitos, além de impactar o preço de carnes e leite, já que a alimentação dos animais também segue valores internacionais.

Outro setor que deve sentir o impacto é o de eletrônicos. Produtos como celulares, notebooks e outros equipamentos podem chegar mais baratos ao consumidor, especialmente com a reposição de estoques pelas varejistas.

O combustível também entra nessa conta. Como a Petrobras utiliza referências internacionais para definir preços, a queda do dólar ajuda a evitar novos reajustes. Isso contribui para manter o frete estável e, consequentemente, reduz a pressão sobre o preço dos alimentos.

Além disso, quem planeja viajar ou fazer compras em sites internacionais também pode se beneficiar. Com o dólar mais baixo, passagens, hospedagens e produtos adquiridos no exterior tendem a custar menos no fechamento da fatura.

Por outro lado, nem todos saem ganhando. Exportadores brasileiros podem enfrentar redução nos lucros, já que recebem menos em reais por cada venda realizada em dólar. Em contrapartida, esses mesmos setores se beneficiam de custos mais baixos na compra de insumos e equipamentos.

Apesar do cenário positivo, especialistas alertam que o momento exige cautela. Fatores externos, como tensões no Oriente Médio e oscilações no preço do petróleo, ainda podem influenciar o câmbio. Além disso, uma possível queda nos juros no Brasil pode reduzir a entrada de capital estrangeiro, pressionando novamente o dólar.

Para o consumidor, a orientação é aproveitar possíveis reduções de preços, principalmente em itens essenciais e eletrônicos, mas evitar decisões impulsivas, já que o cenário econômico global segue instável.

Fonte: Voz da Bahia

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