Auditoria da CGU indicou que no momento de cadastrar os beneficiários e efetuar os pagamentos, o governo Bolsonaro teria incluído irregularmente 110.051 pessoas no Auxílio-Caminhoneiro e outras 246.722 no Auxílio-Taxista. Esses números correspondem, respectivamente, a 27,3% e 78% do total de beneficiários de cada programa, segundo a CGU.
No total, essas pessoas receberam até R$ 7 mil, cada, sem ter direito ao benefício, durante o período em que o então presidente Jair Bolsonaro tentava a reeleição.
Taxistas
O pagamento indevido do auxílio aos taxistas resultou em um maior prejuízo para os cofres públicos. Segundo a CGU, de um total de 314.025 beneficiários do programa, 246.722 não atendiam aos critérios estabelecidos e receberam o auxílio indevidamente. O montante desembolsado para essas pessoas totalizou R$ 1,39 bilhão.
Caminhoneiros
No caso do auxílio destinado aos caminhoneiros, a CGU identificou que, dos 402.773 beneficiários, 110.051 não preenchiam os critérios de elegibilidade para receber o benefício. Conforme o relatório, o valor pago indevidamente a essas pessoas totalizou quase R$ 582,9 milhões.
A CGU recomendou à Dataprev, empresa responsável pelo processamento de dados e geração das folhas de pagamento dos benefícios, que tome as medidas necessárias para reembolsar os valores indevidamente pagos a esses beneficiários. A Dataprev ainda não se pronunciou sobre o relatório.







