Brasil atinge pela primeira vez nível de “muito alto” desenvolvimento humano, aponta ONU
O Brasil alcançou pela primeira vez o patamar de “muito alto” desenvolvimento humano, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (25) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
De acordo com o levantamento, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro chegou a 0,805 em 2024, maior resultado já registrado pelo país na série histórica. Em 2012, o índice era de 0,744.
O IDH varia de 0 a 1 e mede indicadores ligados à saúde, educação e renda. Quanto mais próximo de 1, melhor o nível de desenvolvimento humano.
Segundo o relatório, o Brasil apresentou crescimento nos três pilares analisados.
A área da saúde segue liderando os melhores resultados. O índice relacionado à longevidade passou de 0,829 em 2012 para 0,860 em 2024. O estudo aponta que o Sistema Único de Saúde (SUS) teve papel importante nesse avanço.
Já a educação foi o setor que mais evoluiu no período. O indicador subiu de 0,679 para 0,798, impulsionado por políticas públicas implantadas nas últimas décadas, como o Bolsa Família.
Apesar da melhora geral, a renda continua sendo o ponto mais fraco do desenvolvimento humano brasileiro. O índice de renda passou de 0,732 para 0,760 desde 2012.
O relatório também destaca que o Brasil atual apresenta mudanças significativas em relação às últimas décadas.
“O Brasil da segunda década do século 21 definitivamente não é o Brasil de 30 anos atrás”, afirma o estudo.
Desigualdades ainda preocupam
Mesmo com o avanço nacional, o PNUD alerta que o país ainda enfrenta fortes desigualdades sociais, raciais e regionais.
Segundo os dados:
- Homens registram IDH de 0,802
- Mulheres aparecem com 0,798
- Pessoas brancas têm índice de 0,851
- Pessoas negras registram 0,774
As diferenças entre estados também seguem elevadas.
O Distrito Federal possui o maior IDH do país, com 0,866. Já o Maranhão apresenta o menor índice, com 0,745.
A expectativa de vida também varia bastante. Enquanto no Amapá a média é de 74,3 anos, no Distrito Federal chega a 79,7 anos.
Na renda, a desigualdade também chama atenção. Segundo o relatório, um cidadão branco do Distrito Federal possui renda média quatro vezes maior que a de um cidadão negro do Maranhão.
Voz da Bahia-Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil











