Articulação para colocar Zema como vice de Caiado gera crise interna no PSD

A movimentação de integrantes da ala mais bolsonarista do PSD para emplacar o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como vice em uma eventual chapa presidencial liderada por Ronaldo Caiado provocou desconforto e abriu uma crise interna dentro da legenda. O líder do PSD na Câmara dos Deputados, Antônio Brito, confirmou o incômodo causado pela articulação, embora tenha afirmado que a situação estaria “debelada”.

Texto interno critica possível escolha de Zema

Nos bastidores, um texto passou a circular entre integrantes do partido criticando a possibilidade de o PSD abrir mão da vaga de vice para um nome sem histórico na legenda.

A manifestação defende que o partido preserve sua identidade política e sustenta que a vice-presidência deveria ser ocupada por alguém ligado às origens do PSD.

O documento afirma que seria “inaceitável” que a chapa presidencial não tivesse, ao menos na vice, um representante com vínculo histórico com a sigla.

Nomes históricos do PSD foram citados

Entre os nomes defendidos pelo grupo estão Roberto Brant, Eduardo Sciarra e Alda Marcoantonio.

O texto também reforça apoio à estratégia do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, de buscar uma candidatura própria à Presidência da República em 2026.

Caiado e Zema defendem aproximação para 2026

Mesmo sem definição sobre quem lideraria uma eventual chapa, Caiado e Zema passaram a defender publicamente a possibilidade de união para a disputa presidencial.

As conversas fazem parte das articulações políticas visando as eleições de 2026 e buscam construir uma alternativa fora da polarização nacional.

Voz da Bahia

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