Justiça nega habeas corpus a três foragidos por estupro coletivo no Rio

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de habeas corpus apresentado por três dos quatro adultos foragidos acusados de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos. O crime ocorreu na noite de 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana, na Zona Sul da capital.

O caso é investigado pela 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana. Segundo a Polícia Civil, a jovem foi atraída ao local por um adolescente de 17 anos, apontado como seu ex-namorado. Durante o encontro, outros quatro homens teriam entrado no quarto e cometido o crime.

De acordo com informações da TV Globo, três dos quatro maiores de idade recorreram à Justiça para suspender a prisão. No entanto, o desembargador Luiz Noronha Dantas, da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, indeferiu os pedidos. Como o processo corre em segredo de Justiça, não foi informado quais tiveram o recurso negado.

Os quatro adultos foram indiciados por estupro coletivo qualificado — pelo fato de a vítima ser menor de idade — e também por cárcere privado. Eles já são considerados réus na ação penal.

Segundo o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP, a vítima chegou à delegacia abalada emocionalmente e com lesões aparentes. A polícia tentou realizar prisão em flagrante, mas os suspeitos já haviam deixado o local.

O apartamento onde o crime ocorreu pertence ao pai de um dos acusados e seria usado para aluguel por temporada. Câmeras de segurança registraram a entrada e a saída dos envolvidos.

Medidas na escola

A vítima, o adolescente investigado e um dos adultos estudam no Colégio Pedro II, tradicional instituição federal de ensino. A reitoria informou que abriu processo para desligamento dos estudantes envolvidos e repudiou a violência.

O adolescente apontado como responsável por atrair a vítima teve representação socioeducativa solicitada pelo Ministério Público por ato infracional análogo a estupro coletivo qualificado.

A Polícia Civil segue realizando buscas para localizar e prender os acusados, que permanecem foragidos.

Fonte: Voz da Bahia

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