STF suspende julgamento de Bolsonaro e outros réus de tentativa de golpe
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, no início da tarde desta quarta-feira (3), o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de mais sete réus acusados de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. A análise será retomada na próxima terça-feira (9), no período da manhã, quando os ministros apresentarão seus votos.
O cronograma prevê oito sessões de julgamento, distribuídas entre os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. Durante a manhã desta quarta, os advogados de quatro acusados apresentaram suas defesas.
A equipe de defesa do general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), sustentou que ele se afastou de Jair Bolsonaro e nunca tratou de ações golpistas com o ex-presidente.
Já os advogados de Bolsonaro afirmaram que “não há uma única prova” que vincule o ex-presidente ao chamado “plano Punhal Verde e Amarelo”, à “Operação Luneta” ou aos atos de 8 de janeiro. O defensor Celso Vilardi disse que Bolsonaro foi “dragado” pelas investigações e que a delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid não é confiável.
Na sequência, a defesa do ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira afirmou que ele teria atuado para desestimular qualquer tentativa de golpe, reforçando sua inocência. O advogado do general Walter Braga Netto, por sua vez, alegou que o cliente corre risco de ser condenado apenas com base em uma “delação premiada mentirosa” de Mauro Cid.
Os réus respondem por crimes como: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
A exceção é o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que teve parte das acusações suspensas. Ele responde apenas a três dos cinco crimes inicialmente atribuídos, conforme previsto pela Constituição.
Fonte: Voz da Bahia/Julgamento na Primeira Turma do STF Crédito: Fábio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil








