Eleições de meio de mandato nos EUA definem controle do Congresso e influência sobre governo Trump
Cerca de 210 milhões de eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para decidir qual partido, Republicano ou Democrata, terá o controle do Congresso nos últimos dois anos do segundo mandato do presidente Donald Trump.
A disputa envolve as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Também serão escolhidos governadores em 36 estados, além de autoridades estaduais e locais.
Conhecidas como eleições de meio de mandato, ou midterms, as votações costumam representar um teste de popularidade para o governo em exercício. Neste ano, o resultado pode alterar o equilíbrio de forças no Congresso, atualmente controlado pelos republicanos nas duas casas.
Na Câmara, os republicanos têm 218 representantes, número que garante uma maioria apertada. No Senado, a legenda conta com 53 parlamentares, contra 45 democratas e dois independentes.
Uma eventual perda de uma das casas dificultaria a aprovação de projetos da administração Trump e abriria espaço para que os democratas conduzissem investigações parlamentares sobre o governo.
Trump participa da campanha e aposta em mobilização
Embora seu nome não esteja nas cédulas, Trump colocou a própria imagem no centro da campanha republicana. Em comícios, pediu que os eleitores imaginassem que ele também estivesse concorrendo e prometeu pagar US$ 5 mil a cada cidadão adulto caso seu partido vença.
Na reta final da disputa, o presidente também anunciou uma recompensa de US$ 1 milhão para quem denunciar fraudes eleitorais.
As pesquisas citadas no levantamento apontam vantagem dos democratas nas intenções de voto. No fim de semana, a média do site RealClearPolling indicava 51,5% para os democratas e 43,1% para os republicanos.
A desaprovação de Trump chegou a 60%, segundo o texto. Diante da possibilidade de perder o controle de uma das casas legislativas, o presidente afirmou à Fox News que poderá adotar uma postura de enfrentamento. “Acho que vou tornar-me o ‘sr. Veto’”, declarou.
Economia e temas sociais influenciam o voto
O custo de vida aparece entre os principais fatores da decisão dos eleitores. Pesquisas indicam que os preços dos combustíveis, da habitação e dos serviços de saúde pesam nos orçamentos familiares.
Também estão em debate os direitos reprodutivos, a imigração e a situação da democracia norte-americana. A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e o avanço da inteligência artificial e dos centros de dados ampliaram as discussões sobre segurança, empregos e custos de energia.
Mais de 50 milhões de norte-americanos já haviam votado antecipadamente, cerca de 10 milhões a mais do que nas eleições de meio de mandato de 2022, conforme dados do Election Lab, da Universidade da Flórida.
Entre os eleitores que anteciparam o voto estão Trump, que votou em 24 de outubro, na Flórida, e o papa Leão XIV, que participou por correspondência. O Vaticano anunciou o voto do pontífice na sexta-feira (30).
Historicamente, as eleições de meio de mandato registram participação menor do que as presidenciais. Desde 1944, a média de comparecimento às urnas nas midterms é de aproximadamente 42%, ante 58% nas eleições para presidente.
A nova composição do Congresso dos Estados Unidos tomará posse em 3 de janeiro de 2027.
Fonte: Voz da Bahia










