Em Itapetinga, Jerônimo destaca R$ 494 milhões investidos na região

O Itapetinga Tênis Clube (ITC) ficou lotado neste domingo, 14, para a 12ª plenária do Programa de Governo Participativo (PGP 2026 – Encontros para o Futuro).

O evento reuniu lideranças políticas, movimentos sociais, representantes da juventude e moradores dos 13 municípios que compõem o Território Médio Sudoeste da Bahia para debater e sugerir as prioridades da região para os próximos anos.

Balanço de ações

Durante o encontro, o governador e pré-candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues, apresentou um balanço das ações estaduais e defendeu firmemente a descentralização dos recursos públicos. Ele relembrou o período histórico em que o interior baiano sofria com a falta de assistência básica.

“Governar para o sul, para o sudeste, mas esquecer o interior foi uma prática que marcou a história da Bahia. Ficamos, durante séculos, esquecidos. Não foi à toa; foi intencional deixar o povo pobre, sem escola, sem creche, sem água tratada e sem acesso à saúde para criar dependência. O que estamos fazendo é garantir que os direitos cheguem onde as pessoas vivem”, afirmou Jerônimo.

Visita técnica

O impacto das ações no Médio Sudoeste reflete-se nos números: entre 2023 e março de 2026, a região recebeu R$ 494,6 milhões em investimentos voltados para áreas estratégicas como infraestrutura, educação, saúde, desenvolvimento rural e abastecimento de água.

Antes de seguir para a plenária, o governador visitou as obras do novo complexo regional de saúde de Itapetinga — estrutura que integrará hospital, maternidade e policlínica. Na ocasião, o chefe do Executivo incentivou os moradores a formalizarem as demandas:

“Se a região precisa de mais universidades, de estradas, de barragens, de habitação ou de equipamentos para fortalecer a produção, escrevam isso. O PGP existe para que o povo diga quais são os próximos passos”, explicou.

Vozes da comunidade

A inversão da lógica política tradicional foi o ponto central destacado por James Alves, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras da Azaleia, que falou em nome dos movimentos sociais. Segundo ele, o modelo consolidado pelo PT permitiu que as decisões passassem a ser construídas “de baixo para cima”, ouvindo a real necessidade da população.

A juventude também teve espaço de fala com Carlos Henrique Sacramento Santana, diretor de Combate ao Racismo da ABES. Técnico em Serviços Jurídicos e graduando em Direito, ele emocionou o público ao relatar o impacto prático dessas ações em sua vida:

“Eu não leio sobre políticas públicas, eu vivo políticas públicas. Sou fruto das oportunidades que chegaram ao interior e permitiram que jovens como eu pudessem estudar, sonhar e construir um futuro diferente”.

As propostas recolhidas durante a plenária do Médio Sudoeste vão ser agora sistematizadas e incorporadas ao plano de governo oficial, dando continuidade à série de encontros que percorre todo o território baiano.

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