PF investiga suposto desvio milionário de recursos da merenda escolar em Ilhéus e outros 4 municípios da Bahia

A Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quinta-feira (21) a Operação Merenda Digna, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo recursos destinados à alimentação escolar em Ilhéus, no sul da Bahia.

Ao todo, estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em imóveis de servidores públicos, empresários, órgãos municipais e empresas investigadas nas cidades de Ilhéus, Itagimirim, Camaçari e Lauro de Freitas.

Contrato de R$ 15,5 milhões é alvo da investigação.

Segundo a PF, a investigação começou em 2025 e apura possíveis fraudes em uma contratação emergencial para fornecimento de alimentos da merenda escolar, avaliada em aproximadamente R$ 15,5 milhões.

As apurações apontam indícios de direcionamento do contrato, conluio entre empresas participantes e sobrepreço superior a R$ 1,7 milhão.

De acordo com os investigadores, diversos produtos teriam sido adquiridos por valores acima dos praticados no mercado varejista, mesmo em compras feitas em larga escala, que normalmente garantem preços menores.

A alimentação escolar é considerada uma política pública essencial para garantir segurança alimentar, permanência dos alunos nas escolas e combate à fome.

Nos últimos anos, diversos episódios envolvendo problemas na oferta de merenda escolar chamaram atenção na Bahia.

Em março deste ano, o Ministério Público do Estado da Bahia ingressou com ação civil pública contra a Escola Concept e a empresa Sapore S/A por supostas práticas abusivas relacionadas à alimentação fornecida aos estudantes.

Já em 2024, um colégio estadual em Salvador chegou a suspender as aulas por mais de uma semana devido à falta de merenda escolar.

Outro caso ocorreu em 2023, quando denúncias sobre suspensão da alimentação no Centro Territorial de Educação Profissional do Litoral Norte, em Alagoinhas, motivaram recomendação do Ministério Público para impedir o uso da merenda como forma de punição disciplinar.

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A operação foi autorizada pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Ilhéus após representação da Polícia Federal com parecer favorável do Ministério Público Estadual.

Os envolvidos poderão responder por crimes como contratação direta ilegal, fraude à licitação, associação criminosa e corrupção ativa e passiva.

Voz da Bahia 

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