Recém-nascido encontrado vivo entre muros morre após luta pela vida
Um recém-nascido encontrado abandonado entre os muros de duas residências no município de Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba, morreu na noite desta terça-feira após passar horas internado em estado gravíssimo.
O caso causou forte comoção entre moradores da região. O bebê foi localizado ainda com vida após vizinhos ouvirem choros vindos de um espaço estreito entre paredes. Inicialmente, os moradores acreditaram que o som fosse de um animal, mas decidiram verificar o local após o choro continuar.
Para retirar a criança, foi necessário quebrar parte da estrutura do muro. Segundo equipes de resgate, o recém-nascido ainda estava com o cordão umbilical e apresentava sinais de hipotermia, além de ferimentos pelo corpo.
O bebê foi socorrido pelo Samu e levado inicialmente para uma unidade de saúde em Alhandra. Devido à gravidade do quadro, a criança foi transferida de helicóptero para hospitais em João Pessoa.
De acordo com o Hospital Edson Ramalho, o recém-nascido era prematuro, compatível com cerca de 30 semanas de gestação, e sofreu múltiplos traumas. A unidade informou que o bebê teve nove paradas cardiorrespiratórias durante as tentativas de estabilização.
“O paciente chegou em estado gravíssimo. Todos os procedimentos possíveis foram realizados, mas infelizmente ele não resistiu”, informou a direção do hospital.
Adolescente de 17 anos foi identificada
A Polícia Civil da Paraíba identificou a mãe da criança como uma adolescente de 17 anos, moradora da residência vizinha ao local onde o bebê foi encontrado.
Segundo o delegado responsável pelo caso, a jovem relatou que escondeu a gravidez da família e do namorado por medo da reação dos pais. Ainda conforme a investigação, ela teria ingerido chás na tentativa de interromper a gestação.
A adolescente contou que entrou em trabalho de parto sozinha durante a madrugada, no banheiro da residência. Após o nascimento prematuro, ela teria colocado o bebê no local onde foi encontrado horas depois.
A jovem recebeu atendimento médico após prestar depoimento e o caso segue sendo acompanhado pela Justiça e pelas autoridades responsáveis.
Voz da Bahia








