MPBA e Polícia Civil criam força-tarefa para rastrear dinheiro do tráfico e lavagem de dinheiro na Bahia
O Ministério Público do Estado da Bahia e a Polícia Civil da Bahia anunciaram a criação de um grupo especializado para recuperar recursos e bens ligados a crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outras atividades do crime organizado.
A medida institui o Grupo Interinstitucional de Trabalho em Recuperação de Ativos (GTI/RA), criado a partir de iniciativa do procurador-geral de Justiça Pedro Maia e do delegado-geral André Viana.
O objetivo da nova força-tarefa é fortalecer ações de identificação, rastreamento e recuperação de bens e valores obtidos de forma ilícita, especialmente em crimes relacionados ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção e delitos patrimoniais complexos.
Segundo as instituições, a recuperação de ativos é considerada uma ferramenta estratégica no combate à criminalidade organizada, já que permite atingir financeiramente grupos criminosos e reduzir os lucros obtidos com atividades ilegais.
O grupo será formado por representantes do Ministério Público e da Polícia Civil. Pelo MPBA, participam o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, promotor de Justiça Luiz Neto, além do promotor Antônio Alves Netto.
Já pela Polícia Civil, integram a equipe o delegado Jackson Carvalho da Silva, diretor da Academia de Polícia Civil, e as delegadas Karina Cristina de Almeida e Karoline Santos Vieira, ambas ligadas à Unidade Central de Recuperação de Ativos.
As autoridades destacaram que o GTI/RA não terá atuação relacionada à recuperação de créditos tributários nem substituirá o trabalho do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, responsável por ações ligadas ao combate à sonegação fiscal e crimes tributários.
A iniciativa busca ampliar a integração entre os órgãos de investigação e aumentar a eficiência das operações voltadas ao combate financeiro das organizações criminosas na Bahia.
Fonte: Voz da Bahia









