Justiça absolve sete réus pelo incêndio no Ninho do Urubu que matou 10 jovens do Flamengo
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) absolveu os sete réus que ainda respondiam pelo incêndio no Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, que vitimou 10 jogadores das categorias de base do clube em 2019.
A sentença, assinada pelo juiz Tiago Fernandes de Barros, da 36ª Vara Criminal da Comarca da Capital, aponta que não há demonstração de culpa penal nem provas suficientes que estabeleçam relação direta entre as condutas dos réus e o acidente.
“Não é possível estabelecer causa e efeito entre as condutas individuais e o fato”, afirmou o magistrado na decisão.
Com isso, o processo criminal contra os acusados é encerrado. O ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello já havia sido retirado da lista de réus em fevereiro, após o Ministério Público entender que o caso prescreveu em relação a ele — o dirigente tem 72 anos.
Réus absolvidos
- Antonio Marcio Mongelli Garotti
- Claudia Eira Rodrigues
- Danilo da Silva Duarte
- Fabio Hilario da Silva
- Weslley Gimenes
- Edson Colman da Silva
- Marcelo Maia de Sá
Outros dois nomes já haviam sido retirados anteriormente: o engenheiro Luiz Felipe Pondé e o ex-diretor de base Carlos Noval, em 2021. No mesmo ano, o monitor Marcus Vinícius Medeiros também foi absolvido.
Os sete réus ainda respondiam por incêndio culposo (10 vezes) e lesão corporal (três vezes), crimes previstos no artigo 250 do Código Penal.
Outros desdobramentos
Apesar da decisão criminal, o caso ainda gera repercussões na Justiça do Trabalho. Em julho deste ano, o Flamengo foi condenado em primeira instância a pagar R$ 600 mil ao ex-segurança Benedito Ferreira, que atuou no resgate das vítimas e desenvolveu doença psiquiátrica grave após o episódio. A sentença também determinou o pagamento de pensão vitalícia até os 78 anos do trabalhador.
Fonte: Voz da bahia








