Vit. da Conquista: 10 pistolas de uso restrito e 2 mil munições são achadas em sítio de suspeito de tráfico

Pistolas

Dez pistolas de uso restrito e duas mil munições foram apreendidas pela polícia, na terça-feira (13), em um sítio que pertence ao suspeito de tráfico de drogas dono de uma pista clandestina de aviões, na Bahia. O material foi encontrado enterrado em tóneis, no terreno da propriedade, na cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste do estado. Algumas das armas eram de fabricação austríaca. A informação foi divulgada pela Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP-BA) nesta quarta-feira (14). Após a apreensão, Rogério dos Santos Silva, de 43 anos, foi preso novamente, após deixar o presídio onde estava há 25 dias, desde a primeira captura. Além dele, outros três suspeitos foram presos. Os homens foram identificados como Hamilton dos Santos Leite Neto, de 26 anos, Manoel Batista Lima, de 62, e Rogério Almeida Santos, de 34. Um rádio e um telefone via satélite utilizados para comunicação com aeronaves também foram apreendidos. Conforme a SSP, a ação foi um desdobramento das investigações sobre o bando, que utilizava um avião e pista de decolagem próprios para a distribuição de drogas e armas. No dia 20 de outubro, os policiais civis identificaram a pista de pouso clandestina, em uma fazenda na região da Baixa do Cocá, a cerca de 37 km de Conquista, também de propriedade de Rogério. Na ocasião, os paraenses Diogo Túlio Pereira Dionísio (piloto) e Francisco Cleiton Passos de Oliveira, além do baiano Lázaro Santos Sacerdote foram presos em flagrante e confessaram que o município era rota de venda de pasta base de cocaína, trazida da Bolívia. O avião utilizado para o transporte dos produtos, um monomotor da marca Cessna, pouco mais de R$ 7 mil em espécie, uma pistola calibre 9mm (uso restrito) e um veículo modelo Amarok foram apreendidos. Já no dia 29 de outubro, Rogério foi preso. A investigação liderada pela 10ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin/Vitória da Conquista) também descobriu que Manoel e Rogério Almeida são caseiros da fazenda onde o arsenal foi encontrado. A dupla teria sido cooptada por Rogério para guardar o armamento em troca de dinheiro, já que sua própria fazenda já havia sido alvo das ações policiais. (G1 Bahia)

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